<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660</id><updated>2011-09-07T09:10:15.254-07:00</updated><title type='text'>Siamese Fiction</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09421222737863652660</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-4956932486635385280</id><published>2008-10-22T23:31:00.000-07:00</published><updated>2009-01-05T17:08:03.383-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Olá!&lt;br /&gt;Aqui estou testando o post de uma música.&lt;br /&gt;Será que vai funcionar?&lt;br /&gt;Vamos ver.&lt;br /&gt;-----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------------&lt;br /&gt;Funcionou?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-4956932486635385280?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/4956932486635385280/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=4956932486635385280' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/4956932486635385280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/4956932486635385280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2008/10/ol-aqui-estou-testando-o-post-de-uma.html' title=''/><author><name>Rafael Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09421222737863652660</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-115673716371742771</id><published>2006-08-27T20:51:00.000-07:00</published><updated>2006-08-27T20:54:27.660-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/n??s.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/n%3F%3Fs.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;::Férias::&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Edição Especial&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;see you soon&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;g.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-115673716371742771?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/115673716371742771/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=115673716371742771' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/115673716371742771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/115673716371742771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/08/friasedio-especialsee-you-soong.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114953096255026710</id><published>2006-06-05T10:48:00.000-07:00</published><updated>2006-06-05T11:09:24.123-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ninguém diz &lt;em&gt;eu te amo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em "The Hole", Tsai Ming-Lang explora&lt;br /&gt;as sutilezas mais inusitadas das paixões platônicas,&lt;br /&gt;criando chaves frescas e originais para falar, sobretudo, de amor.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Para minha sempre, &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; querida Lud.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Graças a Ludmila Carvalho, uma jovem senhorita bastante especial na minha vida, que atualmente se ocupa do maravilhoso mundo do cinema oriental em seus estudos doutorais, no Canadá, graças a ela tive a feliz sorte de conhecer Tsai Ming-Lang, que já entrou na minha lista de cineastas preferidos, desde já, com seu espetacular filme "The Hole" (Taiwan-França, 1996). É para ela, minha Lud, que eu peço licença para falar de sua descoberta, uma pequena jóia nessa vasta e desconhecida cinematografia oriental que me fascina, sobretudo, pela sutileza narrativa capaz de converter histórias mínimas em grandes épicos intimistas e sentimentais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A trama de "The Hole" gira em torno de um homem, uma mulher e a dificuldade de comunicação que os remete ao inevitável terreno das paixões platônicas. Taiwan é cenário de uma epidemia viral que obriga muitos cidadãos a evacuarem imediatamente as suas casas; num prédio totalmente abandonado, ele e ela – de quem tampouco sabemos os nomes – são os únicos a não deixar o local, optando por enfrentar o período de chuvas torrenciais e a ameaça de contaminação dentro de suas casas minúsculas, como se isso fosse suficiente para protegê-los do perigo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abandonados à (falta de) sorte de um período de quarentena que automaticamente varre de suas vidas responsabilidades, relações e rotinas, ambos se entregam a uma existência repetitiva e destituída de quaisquer metas. Eles apenas sobrevivem, alimentando-se de &lt;em&gt;noodles&lt;/em&gt; pré-prontos em repetitivos rituais contíguos (ironicamente, têm a mesma chaleira e comem a mesma marca de comida, em suas minúsculas cozinhas, que também são idênticas). Os dois seguem ignorantes da existência um do outro até que uma fatalidade – melhor dizendo, outra fatalidade – finalmente os põe em contato direto. Ou quase isso. Um pequeno buraco no piso dele – e, conseqüentemente, no teto dela – rompe o tédio do passar de dias insones e vazios, aguçando sua curiosidade e praticamente obrigando-os a estabelecer algum tipo de contato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Amor e &lt;em&gt;noodles&lt;/em&gt; instantâneos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em "The Hole", o amor é, ao mesmo tempo e paradoxalmente, visto (1) tanto sob a ótica das narrativas românticas (2) quanto através de uma abordagem crua e naturalista do mundo. Pode soar bizarro, mas a combinação encontra perfeito equilíbrio na poética de Ming-Lang. Náufragos de vidas solitárias, os protagonistas são despojados de quaisquer sinais que remetam às suas vidas pregressas: suas casas não têm fotografias, objetos de decoração ou qualquer coisa capaz de torná-las "lares", e não cubos idênticos decorados com poucos móveis. São personagens sem passado, sem história, sem voz (estão sós e calados, na maior parte do tempo). Eles tampouco exalam aquela espécie de encanto comum aos personagens de dramas românticos; Ming-Lang reforça sua falta de &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; envolvendo-os na cotidianidade desinteressante de uma semivida vegetativa e desenganada. Assim, os quadros estão cheios de tempos mortos e o seu ritmo interno é lento, o que pontua essa banalidade de que esses personagens são vítimas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira cena do filme traz Ele dormindo no sofá de uma sala pequena. Da janela da cozinha, que pode ser vista da sala, a chuva estrepitosa hachura a janelinha de vidro – um elemento constante na história, responsável por preencher os silêncios decorrentes da ausência de diálogos, música ou trilha sonora incidental. A câmera documenta o momento cotidiano na vida desse personagem, que segue dormindo até ser despertado por alguém que bate à porta; ele se levanta, atende ao visitante (é o bombeiro, que abre o buraco em seu piso, alegando problemas no encanamento), deambula no espaço, senta-se. Mal vemos seu rosto, já que o enquadre nos fornece uma visão genérica do personagem e de sua relação com o espaço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ela nos é apresentada chegando em casa, munida de sacos plásticos contendo pacotes e mais pacotes de papel higiênico e tentando secar os cabelos respingados de chuva. A câmera também é fixa e aberta. Ela entra, põe os sacos num canto, e tenta em vão manter alguma espécie de ordem no lugar: ajeita o papel de parede que começa a despregar-se por causa da umidade, tenta secar o chão encharcado, vai até a cozinha preparar a sua refeição instantânea. A câmera é paciente e não se adianta às ações dos personagens, nem as suprime ou sugere por elipses. O cotidiano é visto como se fôssemos, de fato, um &lt;em&gt;voyeur&lt;/em&gt; à espreita na janela da frente – sem cortes ou artifícios, as ações vão se desenrolando com a imprevisível previsibilidade do cotidiano de dois estranhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Ele e Ela não resta outra saída senão a aproximação, ainda que a força que os atraia não seja propriamente romântica, pelo menos não ao princípio. Ambos sobrevivem sob o prognóstico bizarro de que muito provavelmente serão os próximos a morrer infectados pelo vírus. A urgência da concretização do amor, aqui, é paralela ao suspense que ronda cada passo da vida desses personagens, cada notícia sobre os sintomas da doença que eles ouvem dos noticiários da TV, cada goteira que se abre em seus tetos, ameaçando-os mais e mais com um futuro do qual não podem escapar ("é impossível para um ser humano sobreviver sob essas condições", alerta a voz off de um repórter que acompanha a apresentação dos créditos iniciais).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Voyeurismo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade de comunicação é um pressuposto da existência desses dois personagens, e não um elemento pontual de suas condutas que se aplique unicamente às questões referentes à concretização de relacionamentos amorosos. Não se trata da usual timidez que antecede a união de casais apaixonados. Vai mais além, muito mais. Os personagens de Tsai Ming-Lang são seres perdidos em seu vasto mundo interior, ao qual temos acesso nos raros momentos em que o diretor consegue traduzir, em imagens, o seu fluxo de consciência. Talvez Ming-Lang seja dos poucos cineastas capazes de conduzir o espectador até o insondável universo dos pensamentos de seus personagens, e o faz através desse esmiuçar de suas manias cotidianas. Sem voz off, sem músicas ou canções que parafraseiem os seus estados de ânimo. De tanto vê-los "viver", despojados de qualquer artifício que os torne idealizados, o espectador vai conhecendo e reconhecendo em seus gestos e pequenas manias o que pensam e sentem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por isso nos enternecemos quando Ele urina na pia do banheiro, ao invés de usar o vaso sanitário, só para agradá-la (antes disso, Ela liga para Ele reclamando de que, quando Ele usa o vaso sanitário, o dela não funciona). Ou quando ele chora compulsivamente, um choro explosivo e sincero, desesperado, sentado no chão da sala, porque já não consegue mais vê-la através do buraco. Pode-se dizer que nesse choro há amor, desespero, arrependimento (por não haver feito nada antes), angústia, dor, enfim, um vasto mundo de sentimentos ao qual temos acesso com o passar da história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É nessa "cotidianização" da narrativa que o cinema de Ming-Lang se revela poderoso. Raras vezes o tema do voyeurismo foi levado tão a sério como aqui, e é dessa observação paciente e silenciosa que emerge, pouco a pouco, o interesse pelos personagens e seus dramas individuais. Ele e Ela se espreitam pelo buraco e por outros "canais de comunicação" que unem suas casas vizinhas: Ele vomita, Ela suja as mãos com o vômito que cai sobre o seu televisor (o amor platônico nunca foi tão naturalista como nessa cena); Ele abre a torneira da cozinha, e a torneira dela não funciona; Ele põe o despertador para tocar, e é Ela quem desperta com o barulho; Ele liga a luz, e a casa dela se ilumina; Ela não pode usar o vaso sanitário se Ele o faz, na mesma hora. É desse intercâmbio silencioso de comportamentos comuns que surge o amor. Tão sutil, mas ao mesmo tempo tão urgente. Tão urgente, mas ao mesmo tempo tão difícil de comunicar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os musicais&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma outra via de acesso ao mundo interior dos personagens, em "The Hole", são os inusitados musicais imaginados por Ela. A aridez que circunda a personagem, em sua casa quase sem móveis, num bairro fantasma em quarentena, a faz buscar refúgio em sua imaginação que, ao contrário da realidade, é cheia de cores e brilhos, evocando o &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; e o absurdo visual de que carecem os cenários reais. Nesses musicais, Ela é a estrela absoluta, maquiada e vestida com roupas cintilantes e chamativas (exatamente o oposto de sua versão "real"). É através desses números que ela comunica, textualmente, a sua necessidade de ser vista como a mulher sedutora e irresistível que provavelmente gostaria de ser (o número de &lt;em&gt;calypso&lt;/em&gt; dentro do elevador, no qual ela usa uma extravagante peruca cor-de-rosa e um justíssimo vestido colorido, para não falar das luzes pisca-pisca que decoram o ambiente, é imperdível), além de expressar os seus sentimentos pelo vizinho de cima. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos musicais, são apresentados números de &lt;em&gt;rock and roll&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;calypso&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;r&amp;b&lt;/em&gt; (com direito ao trio de backing vocals femininas que costumavam acompanhar, com seus vocalizes, a apresentação de uma cantora principal), culminando em um musical no melhor estilo Marylin Monroe em "Adorável Pecadora" (George Cukor), onde Ela é vista descendo e subindo escadas na companhia de homens de terno que, obviamente, estão aos seus pés. A apropriação desses elementos da cultura ocidental por Ming-Lang tem um caráter notadamente de farsa, de burla; o exagero das vestimentas da personagem, brilhantes e coloridas em matizes impensáveis até para a sua extravagância original, nos convoca a um riso de alívio à tensão instaurada na vida real de ambos os personagens. Contudo, o "glamour" forjado desses musicais, que ocorrem em diferentes espaços do mesmo edifício onde vivem os personagens, restabelecem o vínculo entre "realidade" e "sonho", lembrando-nos a todo o momento da sua condição de prisioneiros (da situação, do lugar, de sua própria dificuldade de comunicar, do futuro). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114953096255026710?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114953096255026710/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114953096255026710' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114953096255026710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114953096255026710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/06/ningum-diz-eu-te-amo-em-hole-tsai-ming.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114783435648084097</id><published>2006-05-16T19:49:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T19:52:36.496-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/o%20porco.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/o%20porco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114783435648084097?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114783435648084097/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114783435648084097' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114783435648084097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114783435648084097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114779332980722150</id><published>2006-05-16T08:26:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T08:28:49.810-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;((( a inutilidade das coisas curiosas, a curiosidade das coisas inúteis )))&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o dicionário Houaiss da língua portuguesa:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafa:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Substantivo feminino&lt;br /&gt;Uso: informal.&lt;br /&gt;1. Grande fome; estado de penúria; ráfia&lt;br /&gt;2. Corte feito nos veios do carvão, para o desmonte da jazida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rafael:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Substantivo masculino&lt;br /&gt;Regionalismo: Rio Grande do Sul. Uso: informal.&lt;br /&gt;1. Disposição para comer; apetite, fome&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Substantivo masculino&lt;br /&gt;Regionalismo: Norte de Portugal.&lt;br /&gt;1. m.q. rodriga&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rodriga:&lt;br /&gt;Substantivo feminino&lt;br /&gt;Regionalismo: Norte de Portugal.&lt;br /&gt;1. Estaca de madeira us. para sustentar videira, trepadeira etc.; Rodrigo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gabriela:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Substantivo feminino&lt;br /&gt;Regionalismo: Brasil. Uso: informal. Diacronismo: obsoleto.&lt;br /&gt;1. Café com leite&lt;br /&gt;Obs.: cf. café-com-leite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge&lt;/strong&gt; (de Ronei &lt;strong&gt;Jorge&lt;/strong&gt;)&lt;br /&gt;Rubrica: música.&lt;br /&gt;m.q. metrônomo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Metrônomo:&lt;br /&gt;Substantivo masculino&lt;br /&gt;Rubrica: música.&lt;br /&gt;1. Instrumento inventado no sXIX para estabelecer um padrão fixo para os andamentos musicais [Construído pelo mecânico austríaco Johann Nepomuk Maelzel (1772-1838).]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Epílogo (da autora):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Já é dia!", exclamou Quelpo, dando um grande bocejo e saindo da toca. A raça de homens de corpo retorcido e cabeça minúscula, da qual Quelpo era o líder, estava em festa. Um bule de chá passou, apressado, "Estou com rafa, estou com rafa, sai do meu caminho!". E Quelpo levitou, abrindo caminho. Não podia negar que, assim como o bule, estava com um rafael dos infernos! Foi até a taberna local, um lugar muito bonito, todo coberto de trepadeiras, que eram tantas, tantas, que o uso de rodrigos não era suficiente – muitos clientes tinham se perdido lá dentro, se falava inclusive de uma civilização perdida aonde os garçons não se aventuravam ir para cobrar a conta. Quelpo sentou-se. Bocejou novamente. E pediu, cantando: "Eu quero uma gabriela bem quente, por favor!". Imediatamente, o garçom chegou com uma bandeja de prata com uma cúpula em cima. Destapou-a. Para a surpresa de Quelpo, no lugar da gabriela, havia um jorge. Quelpo arregalou os olhos, surpreso. Olhou para o relógio de pulso que trazia no tornozelo. Oh, não, estava atrasado! Quelpo era o novo integrante do grupo musical Ronei Metrônomo e os Ladrões de Bicicleta. Tocaria sinos célticos no show daquela noite, motivo pelo qual a cidade estava em festa e Quelpo, mesmo com rafael, saía às pressas daquele lugar estranho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114779332980722150?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114779332980722150/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114779332980722150' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779332980722150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779332980722150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/inutilidade-das-coisas-curiosas.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114779311821227943</id><published>2006-05-16T08:20:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T08:31:31.796-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/taberna.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/taberna.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Representação abstrata de trepadeiras taberneiras.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. todas as gravuras são da autoria de uma criança de corpo retorcido de dois anos cujas mãos foram decepadas quando ainda era um bebê, devido à necessidade de mão de obra extra na célebre colheita da madeira para confecção de rodrigos, em 1239 A.Q. (Antes de Quelpo). As gravuras são um raro registro de pintura com o nariz, uma prática bastante comum na referida civilização, assim como a corrida de saco e a caça anual ao pote de caramelo fugidio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114779311821227943?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114779311821227943/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114779311821227943' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779311821227943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779311821227943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/representao-abstrata-de-trepadeiras.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114779281940975319</id><published>2006-05-16T08:17:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T08:20:19.410-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/o%20bule.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/o%20bule.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O bule.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114779281940975319?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114779281940975319/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114779281940975319' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779281940975319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779281940975319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/o-bule.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114779261112502523</id><published>2006-05-16T08:09:00.000-07:00</published><updated>2006-05-16T08:16:51.140-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/quelpo%20bocejando.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/quelpo%20bocejando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;Raro momento de Quelpo bocejando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114779261112502523?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114779261112502523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114779261112502523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779261112502523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114779261112502523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/raro-momento-de-quelpo-bocejando.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114756751881446503</id><published>2006-05-13T17:40:00.000-07:00</published><updated>2006-05-13T17:47:09.540-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;LOOK AROUND!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;((( Nothing is real, everything anticipates fiction )))&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;Para Lucas Falcão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pensar a sua vida como uma grande narrativa, cujo narrador provavelmente é sádico o bastante para te meter numa experiência como esta, tem me ajudado a chegar a algumas conclusões interessantes sobre o porquê das coisas serem como são. Há alguns anos, recebi um e-mail de uma internauta peruana que, ao ler uma crítica minha no Claque, me interceptou com a seguinte pergunta: "você poderia me passar o telefone de Gabriel Garcia Márquez? É que preciso falar com ele com urgência". Na época, eu realmente não consegui entender como alguém poderia escrever um e-mail tão insano e despropositado como aquele – até mesmo porque eu não era a única do &lt;em&gt;site&lt;/em&gt; a receber esse tipo de mensagem; Lucas, por exemplo, se conectou com gente do mundo inteiro por causa de seu famosíssimo artigo sobre &lt;em&gt;O Clone&lt;/em&gt; (a novela), e as pessoas não se acanhavam em perguntar detalhes íntimos sobre a vida dos personagens (personagens, e não atores, notem a diferença, han!) e em que pé estava seu romance após o final do programa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De novo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(!).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Continuando. Anos mais tarde, constatei que aquele e-mail não tinha sido um mero desvario do destino, mas serviu para justificar o estado atual das coisas, antecipando o comecinho de um importante evento futuro da minha narrativa-vida: eu-personagem vivendo nesse fim do mundo, ao alcance de quem antes não passava de um nome na minha lista de grandes-autores-que-eu-preciso-ler-com-mais-atenção, Gabriel Garcia Márquez em pessoa. O que me leva a concluir que a peruana maluca daqueles anos (anos tão bons, anos "claqueanos" &lt;em&gt;inolvidables&lt;/em&gt;) foi um personagem secundário importantíssimo no curso da minha vida, ainda que, na época, tenha sido injustamente classificada como "a maluca do e-mail de Gabriel Garcia Márquez" (o que, aliás, foi de grande utilidade para o baú de piadas internas do meu grupo de amigos irônicos e mordazes). Seguindo o mesmo raciocínio, era para Lucas ser hoje amigo íntimo dos personagens de &lt;em&gt;O Clone&lt;/em&gt;, comendo em suas casas nos fins de semana e sendo convidado para as festas de aniversários de seus filhos mal educados; o que me faz considerar que nem tudo, numa narrativa, é mecanismo de antecipação, livrando assim o meu amigo desse prognóstico macabro e me convertendo numa teórica mais refinada, sem generalizações assertivas sobre o meu objeto de estudo (rá!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas se a vida for realmente repleta de mecanismos de antecipação, a narrativa que me aguarda mais para frente descamba, inevitavelmente, para o trash. Jesuuuuus!! (parafraseando Belis). Seguindo esse mesmo raciocínio, não é impossível que, dentro de cinco anos, eu e Rafa estejamos vivendo numa casa de madeira branca no interior do Maine, com um cachorro chamado Cujo, um gato chamado Church e um bebê que atende pelo óbvio nome de Gage – alcunha carinhosa: Pequeno Zumbizinho da mamãe. E, já ia me esquecendo, um vizinho calado chamado Stephen. Enfim. Depois de Cuba, morar em lugares decentes de países de primeiro mundo seria, digamos, uma solução &lt;em&gt;deus ex machina&lt;/em&gt; indigna dos requintes sádicos do narrador da minha vida. Portanto, é pouco provável que eu vá para o Canadá juntar-me aos queridos Lud e Lula. Ou que Xinaidah e eu façamos doutorado juntas, em algum país por onde a turnê de David Bowie passe, obrigatoriamente. Não, não. Isso seria um desvio abrupto na lógica dos eventos narrados até então. Eu espero coisas como: (1) viver num descampado nos Andes; (2) ter um vizinho mexicano com problemas de audição seríssimos e péssimo gosto musical; (3) os trigêmeos Almeida Cavalcanti, comendo papéis (leia-se: documentos importantes) e babando livros (leia-se: documentos ainda mais importantes); (4) Panchito, o mexicano citado no tópico dois, que além de surdo, será músico, e tocará "Llorando se Fue" (que não é uma música do folclore andino) pelo menos duas vezes por dia (e eu sempre estarei em casa justamente nessas horas mágicas).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dos mecanismos narrativos que mais me atraem, as reviravoltas são os mais legais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se as reviravoltas estão lá adiante na narrativa para fazer o leitor reavaliar os signos fracos que foram narrados e encobertos, propositalmente, por mecanismos de antecipação mais escancarados, meu futuro tem salvação. É só meu narrador não se esquecer de coisinhas como: desde os meus 14 anos, na fase pós-&lt;em&gt;Cristiane F&lt;/em&gt;., David Bowie tem sido o meu guia espiritual; que meus sonhos secretos oscilam numa escala que vai de no-central-park-com-rodrigo-barreto-e-seu-duzentos-pequineses a hoje-a-tarde-não-sei-se-vou-ao-concerto-do-weezer-ou-treino-salto-ornamental-na-neve; que o nome de meu gato será Fritz; e que eu realmente não me incomodo que as pessoas que nunca me viram na vida NÃO me chamem pelo apelido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, eu acredito nas reviravoltas. E na criatividade de meu narrador. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cuba está derretendo. Literalmente. Os cartazes de filmes afixados em minha parede começaram a escorrer – ou melhor, a fita crepe que os afixava à minha parede. O calor é bem parecido com o de Salvador, só que à noite faz um friozinho alentador (o que comprova que aquela cidade &lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt; o caldeirão do Demônio). Por aqui, uma semana de férias depois da loucura dos três minutos. Comprei uma TV e um vídeo e, nas próximas semanas, mergulharei de cabeça no maravilhoso mundo do cinema (hehehehe, ai, como a literatura nos proporciona infindáveis maneiras de ser sarcásticos). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E em um mês, minha narrativa envereda pela história paralela de "Os três meses de férias de Gabriela Almeida". Eu já não tenho mais unhas para roer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. Amem Patsy Cline vocês também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;I fall to pieces&lt;br /&gt;((violinos))&lt;br /&gt;Each time I see you again&lt;br /&gt;((violinos))&lt;br /&gt;I fall to pieces&lt;br /&gt;((violinos e tchu ru ru))&lt;br /&gt;How can I be just your friend? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(para meu Rafa).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114756751881446503?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114756751881446503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114756751881446503' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114756751881446503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114756751881446503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/05/look-around-nothing-is-real-everything.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114582673915203487</id><published>2006-04-23T14:02:00.000-07:00</published><updated>2006-04-23T14:12:19.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Gabi watch the stars&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;((( quando voltar já não é um desejo, mas uma necessidade )))&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo vai à pizzaria para comemorar coisas. É barato e gostoso, dá para reunir amigos em mesas quilométricas e, quase sempre, o que era para ser uma simples saída acaba se transformando em um evento memorável (falo por meus amigos, que são absurdamente especiais e que fazem de qualquer programinha desinteressante um evento alucinante). Enfim, todo mundo vai a pizzarias comemorar coisas e, quando as pizzas são maravilhosas, a simples reiteração do seu sabor exclusivo vira motivo de festa. E pretexto para novas visitas (alguém pode me dizer se a pizza de queijo provolone e nozes da Pizzaria Siciliana, na Avenida Sete, continua sendo a oitava maravilha - em pizza - da cidade?).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(desculpem, acabo de babar no teclado).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira passada (21 de abril), fui comer pizza com uma amiga colombiana, em San Antonio de los Baños, o &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt; cubano onde estamos enfiados. San Antonio fica a dez minutos da escola, e o motivo de eu quase nunca visitá-la é que ela é enfadonha e desinteressante, bem diferente da romântica idéia concebida de &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt; latino e esquecido no tempo... Se a realidade nessas cidades fosse de fato interessante, não existiria um gênero literário conhecido por "realismo mágico", que trata de escamotear o marasmo dos não-acontecimentos com seres humanos de pele colorida, vacas que voam e ciganos imortais. Em San Antonio de Los Baños, Melquíades (&lt;em&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/em&gt;) venderia pão com presunto num tabuleiro sujo, e ainda tentaria roubar você na hora do troco. O que quase sempre acontece.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, fomos eu e Nazly (a colombiana) a San Antonio de Los Baños, em busca de uma dessas pizzas comemorativas. O motivo era o fim do exercício de três minutos em película, pelo menos para mim - fui a primeira do grupo a filmar e a editar e, contra todas as expectativas, o resultado &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; me fez querer nunca mais colocar os pés em um &lt;em&gt;set&lt;/em&gt;. Apesar da inexperiência e de detalhes peculiaríssimos do processo de filmagem, os quais eu terei o imenso prazer de contar, pessoalmente, na mesa de alguma pizzaria decente, tudo saiu a contento. Agora tenho um bebê chamado "Coraje", que pesa três minutos e quarenta e um segundos e que está louco para conhecer os tios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A chegada de "Coraje" era pretexto mais do que suficiente para uma pizza. Em San Antonio de los Baños. Uma pizza que custa 10 pesos cubanos, o equivalente a mais ou menos um real. Uma pizza de cebola - sem queijo -, saindo quentinha num pedaço de papelão, direto da cortina de moscas que separa você da bancada aonde são servidos os quitutes. &lt;em&gt;Nham&lt;/em&gt;. Para acompanhar, um exclusivo &lt;em&gt;shake&lt;/em&gt; (rá!) - ou batido - de goiaba, servido em exclusivos copos confeccionados com fundos de garrafas de cerveja Bucanero. Rafa foi e gostou tanto que levou para o Brasil uma blusa manchada de óleo (outro ingrediente sempre presente na culinária cubana) de recordação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Eu realmente fico intrigada como esse país ainda não foi assolado por algum problema gravíssimo de saúde pública. Papel higiênico, guardanapos, louça, talheres e copos limpos, esgotos tampados, hospitais esterilizados (!), são todos artigos de luxo em Cuba. E, não vou mentir, fico ainda mais abismada com o fato de meus dias de estômago de cristal terem ficado definitivamente para trás: hoje eu como essas porcarias todas, dia após dia, e passo ilesa pela fauna virótico-bacteriana. Impressionante...)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A pizza de cebola - sem queijo - acabou me levando para o fundo da minha cabeça (&lt;em&gt;wow&lt;/em&gt;!). Por lá, os pensamentos, velhos companheiros na falta de queijo, namorado, amigos e familiares queridos. Tem quase um ano que meus prazeres sofreram uma drástica redução no padrão de qualidade. Coisas que antes me tirariam do sério, hoje fazem parte de uma rotina surreal e, por força do hábito, inquestionável. Já cansei de ouvir, quando vou a supermercados ou repito algum prato em restaurantes e lanchonetes, o inacreditável bordão "Cuidado, se comer demais, vai ficar feia". Que???? Não me imagino comprando no &lt;em&gt;Mc Donald’s&lt;/em&gt; e recebendo, ao invés de um "Obrigado, volte sempre!", um "Cuidado, se comer demais, vai ficar feia". Isso só não me tira do sério de verdade por causa da minha confessa atração pelo absurdo. E porque eu não estou tão acima do peso a ponto de me ofender seriamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Cuidado, se comer demais, vai ficar feia" (a primeira vez foi quando eu comprei todo o estoque de biscoitos de chocolate Nestlé que chegou, milagrosamente, no mercado da escola...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A pizza de cebola - sem queijo - também me ajudou na avaliação dos últimos acontecimentos. Conviver tão intensamente com o mesmo grupo de pessoas e, o que é mais difícil, descobrir suas camadas secretas de comportamento (nem sempre aprazíveis) durante um processo desgastante de trabalho (dois meses na pré-produção e produção de sete curtas), não é lá um troço muito saboroso. Com o passar dos dias, não apenas os equipamentos pesam (e muito), mas as relações vão se arrastando, cansadas, atrás de objetivos que, no final das contas, nenhum de nós tem realmente muito claro. Foi como comer pizza de cebola - sem queijo: ácido, porém crocante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de vocês. Muitas. Ontem eu olhei o céu cheio de estrelas e me deu vontade de chorar (não sei ainda se pelo céu ou porque um álbum do "Air" estava soprando, a todo volume, no meu ouvido...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114582673915203487?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114582673915203487/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114582673915203487' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114582673915203487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114582673915203487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/04/gabi-watch-stars-quando-voltar-j-no-um.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114455357907846465</id><published>2006-04-08T20:25:00.000-07:00</published><updated>2006-04-08T20:32:59.093-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/Curta%20tres%20minutos%20139.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/Curta%20tres%20minutos%20139.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Los Tres Minutos&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;marzo y abril de 2006&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114455357907846465?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114455357907846465/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114455357907846465' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114455357907846465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114455357907846465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/04/los-tres-minutosmarzo-y-abril-de-2006.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114359980755278913</id><published>2006-03-28T18:32:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T18:36:47.553-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/Novas%20020.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/Novas%20020.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Galeria Nosotros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Para os queridos Lud e Lula&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114359980755278913?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114359980755278913/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114359980755278913' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114359980755278913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114359980755278913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/03/galeria-nosotros-para-os-queridos-lud.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114359925069447038</id><published>2006-03-28T18:18:00.000-08:00</published><updated>2006-03-28T18:27:30.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/gabi_rafa.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/gabi_rafa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Galeria Nosotros&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cuba 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(em rodagem do curta de tres minutos; producao&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;de texto temporariamente suspensa)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114359925069447038?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114359925069447038/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114359925069447038' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114359925069447038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114359925069447038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/03/galeria-nosotroscuba-2006-em-rodagem.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114299886944344225</id><published>2006-03-21T19:14:00.000-08:00</published><updated>2006-03-21T19:41:12.053-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/ensaio%20gabinha%20012.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/ensaio%20gabinha%20012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Roubando Laranjas&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Foto da foto de: Nazly Lopez (Colombia)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Cuba 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114299886944344225?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114299886944344225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114299886944344225' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114299886944344225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114299886944344225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/03/roubando-laranjasfoto-da-foto-de-nazly.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-114166407290641322</id><published>2006-03-06T08:49:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T08:54:32.940-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Você sabe qual o paradeiro de Tatu?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(e mais: show de Mano Chao e as eternas saudades de sempre).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tatu era um homem baixinho, quase um anão, preto retinto. E careca. Que eu me lembre, tampouco tinha dentes. Costumava usar umas calças dessas de tecido azul marinho, além de camisas de botão bem passadinhas e engomadas. Nos pés, um par de sandálias havaianas brancas com correias azuis anil. Mas o detalhe mais interessante sobre Tatu era sua mania histérica de rir, em qualquer situação. Como eu não acredito em seres humanos felizes – mas em disfunções psíquicas graves –, para mim Tatu era maluco. O que não significava que eu não gostasse dele. Gostava sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tatu sempre me recebia de braços e sorriso abertos, do alto de seus um metro e quarenta e poucos, enchendo o ar de uma gargalhada seca e descontrolada nos minutos que antecediam nosso ritual. Não consigo me lembrar exatamente o que ele fazia da vida além de sorrir e me levar ao cemitério todos os anos, quando chegavam as férias e eu me enterrava no esquecimento de uma minúscula cidade do interior da Bahia chamada João Amaro. Tatu não é um personagem inventado, mas alguém que, por muitos anos, fez de um pátio de lápides e epitáfios o lugar mais divertido dos longos dias de férias de uma garota solitária.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, estava pensando o que teria acontecido com Tatu: teria morrido, ou mudado de cidade, ou finalmente teria sido internado numa instituição psiquiátrica, ou talvez até se recuperado do alcoolismo (ele recendia a cachaça) e nunca mais dado uma risada sequer em toda sua vida? Tatu, você me ouve? Você me lê? Chegou Internet em sua casa e você é engenheiro de sistemas? (chamo isso de ser cretina, cínica e politicamente incorreta até a medula; às vezes é necessário).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Passados tantos anos, Tatu continua vivinho da silva em minha mente, mais como personagem do que como ser humano de verdade. O silêncio das tardes e as horas elásticas de Cuba me têm feito escarafunchar o baú dessa minha vida lá atrás, aonde eu dei de cara com alguns tipos que, ou são reais, de fato, ou não passam de sintomas de minha esquizofrenia ainda não diagnosticada. Ao menos, não clinicamente. Eu visitava cemitérios. Eu andava com um senhor gnômico. Eu caminhava quilômetros para chegar até um velho sobrado abandonado, nas cercanias da fazenda de meus pais, pelo simples prazer de sentir medo e voltar correndo para um lugar seguro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, eu devia ser a única &lt;em&gt;freak&lt;/em&gt; que não saía em férias divertidas, em praias divertidas, cheias de possíveis garotos divertidos e apaixonantes pelos quais eu certamente me apaixonaria platonicamente. Enquanto os outros tinham biquínis e passeios de bugre e sorvetes Kibom eu me virava com Tatu e passeios no cemitério, além de Seu Gogó, o vaqueiro, que me contava histórias de terror sem muita graça – porque eram sempre as mesmas, mudando, quando muito, o nome de alguns personagens ou a ordem de um ou outro evento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adulto pensa que criança é imbecil. A maioria é mesmo. Mas também não precisa generalizar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que, passam anos, passam décadas, e o padrão de funcionamento da minha vida segue o mesmo. Tatu, Seu Gogó e outros personagens de minha infância vêm agora me visitar como fragmentos divertidos de uma realidade distante que, na época, para mim, não eram mais que figuras estranhas de minhas férias freak. Aí vem a pergunta: quando será que as aberrações – humanas e inumanas – daqui vão se converter em um apêndice inextirpável de minha história, como espectros invisíveis que estão ali, para sempre, ainda que eu tente trancafiá-los num baú? Quando o motorista de táxi clandestino que foi piloto de guerra, a senhora gorda e desdentada que ainda acha que Cuba é o país mais disputado do mundo e o sujeito que, sempre que me vê, passa horas falando dos 15 anos que levou reformando a cozinha de sua casa, quando esse bando de gente vai se juntar a Tatu, Seu Gogó e os cemitérios de 15 anos atrás? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tatu, você está me ouvindo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um estranho modo de perceber o mundo. Mas tudo ok com ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dia desses, fui ao show do &lt;strong&gt;Mano Chao&lt;/strong&gt;, na Praça da Ação Revolucionária (ou alguma coisa nessa linha). Prova de que já estou acostumada com a insanidade desse lugar é que não consegui me surpreender com coisas que, antes, me deixariam boquiaberta. Tirando o discurso raso como um pires pró-revolução e antibush de Chao, o show foi muitíssimo bom, o som limpinho, as músicas seguindo a cadência típica das marchinhas de carnaval – uma colada na outra, ritmos mais pesados combinados com ritmos mais leves, o que é ideal para manter o clima de festa e, ao mesmo tempo, não cansar a multidão. Muito bom. Estranho foi ver um francês muito louco fazendo ode à marjuana, enquanto milhares de policiais fiscalizavam as pessoas com seus cães farejando de droga. Tsc tsc.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tatu, você por acaso... estava no show de Mano Chao?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por falar em passado, que é a parte mais gostosa da vida, posto que é narrativa, ontem não teve como não me lembrar de Rodrigo, Keko, Greice, Ronei, Bimblim, Stefan, Lud, Lula, Ju, enfim, de todos, durante a cerimônia do Oscar 2006. Que perdeu 80% da graça por não contar com os comentários inteligentes e ácidos, e com toda a galhofa que só essas pessoas sabem fazer, com estilo. O passado a gente sai carregando amarrado na canela, feito lata em carro de recém-casados, ruidoso e chamativo. E as saudades estão sempre cá com a gente, imprimindo fotos mentais de momentos que só engrandecem com o passar do tempo. Sempre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu ainda não sei como saudade não mata...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Você sabe?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-114166407290641322?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/114166407290641322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=114166407290641322' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114166407290641322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/114166407290641322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/03/voc-sabe-qual-o-paradeiro-de-tatu-e.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113988861056807315</id><published>2006-02-13T19:28:00.000-08:00</published><updated>2006-02-13T19:48:19.483-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o quase-enlouquecer e outras aberrações.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(e Feliz Aniversário para meu Rafa)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O circo de horrores de Tod Browning me fascina. &lt;em&gt;Freaks&lt;/em&gt; (1932) e &lt;em&gt;The Unknown&lt;/em&gt; (1927) são variações narrativas de uma mesma temática: a revanche de seres defeituosos contra a sociedade hipócrita que os condena. Seres humanos belos, porém eticamente torpes, tripudiam sobre anões sem pernas, horrendas gêmeas siamesas e seres corpulentos de cabecinhas minúsculas. E tome-lhe maltratar. E maltratar. Maltratar. Até chegar a um ponto em que a vingança das aberrações se converte em justiça. Aí nos comprazemos, sinceramente, com as estocadas de faca que o anão protagonista (esse sim com pernas) desfere na mulher mais bonita do circo, que o engana ao dizer que está apaixonada, quando na verdade só se interessa pelo seu dinheiro (&lt;em&gt;Freaks&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que motivo, mas Tod Browning e seu circo negro têm tido participação garantida em alguns de meus sonhos desde sábado retrasado, quando fui à &lt;em&gt;Feira Internacional de Livro de Havana &lt;/em&gt;na esperança (tola) de encontrar livros de algum escritor decente. Ou docente. Uma aberração de cada vez. &lt;strong&gt;Os sonhos&lt;/strong&gt;. Os sonhos anunciam um número circense em preto e branco do qual Rodrigo, Keko, Rafa, Bimblim e Miss Pig (&lt;em&gt;The Muppets&lt;/em&gt;) são os espectadores; tudo tem uma atmosfera todbrownesca, e a platéia está assustada – tenho quase certeza de que estão chorando, com exceção de Miss Pig, que é de pelúcia. Na seqüência, aparece Gugu Liberato (&lt;em&gt;Domingo Legal&lt;/em&gt;) que oferece a mim, Gabi (&lt;em&gt;Minha Vida Macabra em Cuba&lt;/em&gt;, 24 horas por dia no paper-view), uma estadia gratuita na sua casa particular em Varadero.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nessa parte, eu acordo realmente assustada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Que conclusão eu posso tirar disso tudo? Nada muito além do textual: o mundo está cada vez mais &lt;em&gt;freak&lt;/em&gt;, e nós – com exceção de Miss Pig, que é de pelúcia –, cada vez mais boquiabertos com esse circo horrendo que parece não ter fim. Sim, hoje é dia de apedrejar o mundo e vestir uma camisa negando qualquer vínculo com a raça humana: &lt;em&gt;Só os Muppets salvam&lt;/em&gt;, em letras vermelhas e bem, bem grandes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(as razões para os argumentos, creiam, são mundanas e bem menos interessantes que o raciocínio em si).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;segunda aberração&lt;/strong&gt; traz para vocês: (1) quinhentas pessoas espremidas num corredor estreito, (2) um dilúvio bíblico combinado a 15 graus de temperatura e (3) macabros estandes ou com livros caros e ruins, ou com livros baratos e ruins, ou com livros sobre política e revolução – que entram na categoria dos "baratos e ruins", mas que merecem menção à parte por dominarem 89% do evento. Como quase tudo em Cuba, a &lt;em&gt;Feira Internacional de Livro de Havana&lt;/em&gt; é mambembe e decepcionante. Gente que não acaba mais se debatendo e disputando um lugar no evento por pura falta do que fazer – a maioria passa a tarde andando para cima e para baixo, e vai embora sem levar sequer um folheto. Além do clima de festa de largo, uma chuva inesperada acabou tirando o ânimo até dos mais entusiastas caçadores de livros (e eu que costumava me vangloriar de enfrentar a Avenida Sete com Cerqueirita, na trilha dos sebos da cidade...). &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;One of us! One of us! We accept you! We accept you!&lt;br /&gt;One of us! One of us! We accept you! We accept you! &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contrastando com anões sem perna, homens de cabeça minúscula e corpanzil, professores incompetentes, musgos falantes, Gugu Liberato, multidões socadas em eventos culturais toscos, canetas de cem cores, escritores ruins, discriminações e preconceitos diversos, neo-hippies, pseudo-intelectuais e pessoas que falam "cara" a cada cinco minutos, existe Miss Pig e a sua vasta pelúcia cor-de-rosa. Miss Pig, sua vasta pelúcia cor-de-rosa e alguns versinhos. Para o mais eficaz e exclusivo antídoto contra as aberrações do mundo (me concedam o espaço para a rasgação de seda), o mais doce e inteligente dos meninos, o meu menino, Rafa.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;De topada em topada&lt;br /&gt;Dói o meu dedão do pé&lt;br /&gt;Acaba valendo a pena&lt;br /&gt;Mesmo que eu tenha chulé&lt;br /&gt;Esteja eu na China&lt;br /&gt;Ou na ConConConConConChinChina&lt;br /&gt;Você chega com mil beijos&lt;br /&gt;De bits ou azulejo&lt;br /&gt;Porque só você conhece&lt;br /&gt;O caminho até meu pé&lt;br /&gt;Mesmo que eu tenha chulé&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, Miss Pig. E, meu Rafa, parabéns. Feliz aniversário, viu? Eu te amo assim, um monte que nem cabe no horizonte. :_ )&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;G.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113988861056807315?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113988861056807315/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113988861056807315' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113988861056807315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113988861056807315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/02/sobre-o-quase-enlouquecer-e-outras.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113915681399529845</id><published>2006-02-05T08:21:00.000-08:00</published><updated>2006-02-05T20:15:48.193-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/broke.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/broke.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;O paraíso está cheio de ovelhas e cowboys&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;G.A.&lt;br /&gt;Para eles*&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A imagem daquele idílico paraíso bíblico, com Adão, Eva e maçãs vermelhas, será completamente outra depois de &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt;, novo filme de Ang Lee e concorrente forte ao(s) Oscar, nesse ano. Saem a &lt;em&gt;kitsch&lt;/em&gt; flora e fauna tropicais, além do casal de protagonistas sem o menor &lt;em&gt;sex appeal&lt;/em&gt; (porque aquele cabelão de Eva é feio que dói); entram a uniformidade verdejante de extensos prados, ovelhas branquinhas que não são mais que o reflexo das nuvens do céu na Terra e um casal de cowboys apaixonados de matar. O filme maneja, com destreza, uma infinidade de signos que remontam ao mito do pecado original, fazendo uma crítica acre e muitíssimo inteligente ao julgamento que os gays sofrem, na pele, de ninguém menos que os seus próprios semelhantes – e não de uma entidade divina suprema, como acontece na "versão original" da história. Tapa de luva de pelica, Ang Lee.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt; conta a história do amor inabalável entre dois homens que, contra todos os tabus da época (os Estados Unidos sulistas dos anos 60), mantêm o que sentem um pelo outro até as últimas conseqüências. Os jovens Jack Twist (Jake Gyllenhaal) e Ennis Del Mar (Heath Ledger) se conhecem num verão, em Brokeback Mountain, quando são contradados para administrar um rebanho de ovelhas. Milhares delas. Isolados do mundo a não ser pelo céu de lã que os circunda, Jack e Ennis dão início a uma comovente história de amor, que não fica na sugestão covarde e assexuada de um &lt;em&gt;Philadelphia&lt;/em&gt;, por exemplo. Da chispeante troca de olhares e imediato desvio do rosto por timidez, ao beijo apaixonado e desesperado de quem ama em silêncio por muito tempo, a relação de Jack e Ennis faz-se verossímil. E emociona. Muito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A maneira como os dois personagens assumem a relação, confortáveis um com o outro e com o espaço à sua volta, é destacada pelas belíssimas panorâmicas de Ang Lee, que não se furta em explorar a imensidão do espaço imaculado, alheio aos olhos humanos secularmente treinados para julgar e condenar. Na imensidão verde de Brokeback Mountain, são apenas Jack e Ennis, um casal de Adãos apaixonados que ora brincam como dois meninos, rolando pela relva em sinal visual irrefutável de êxtase, ora protegem-se do frio e das dúvidas que, invariavelmente, azucrinam as suas cabeças. "Mas eu não sou gay", diz Ennis, "Nem eu", rebate Jack. O confuso texto do assumir-se.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A inevitável quebra desse estado de enamoramento é sugerida, desde o princípio, com a casualidade de que só uma boa história é capaz. A belíssima fotografia da paisagem de Brokeback Mountain varia de um primeiro estágio de céu azul celeste – que sublinha o frescor do primeiro encontro entre Jack e Ennis – até a acinzentada confluência de nuvens carregadas que se impõe, aos poucos, sobre as cabeças dos personagens. Ang Lee trabalha muitíssimo bem com imagens simbólicas, sem que estas tenham que gritar "Ei, eu sou um símbolo, me interprete!", o que quebraria a cadência narrativa, não deixando nada por dizer no final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Expulsos do paraíso, Jack e Ennis confrontam a sociedade intolerante e avessa ao diferente a que estamos tão acostumados. Aqui, a novidade fica por conta da sutileza com que Lee constrói os diálogos e resolve os conflitos. A discriminação está, inclusive e principalmente, no silêncio de diálogos cifrados e que quase nunca incidem, diretamente e com claras palavras, na questão da homossexualidade. Seja por preconceito ou simples medo do desconhecido e de como abordá-lo com propriedade, todos os personagens de &lt;em&gt;Brokeback Mountain&lt;/em&gt; elegem vias de comunicação tortuosas e pouco claras para posicionar-se frente ao tema: esposas, familiares, filhos e desconhecidos em geral vêm carregados de um preconceito inconsciente, porém evidentes em sua maneira de olhar e agir e no silêncio pontual de seu julgamento (qual seja) engolido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A história de amor entre Jack e Ennis ocupa duas décadas de um tempo narrativo dilatado, cujas transições temporais são inesperadas e as divisórias entre passado e presente, portanto, pouco demarcadas. Em uma cena, estamos em Brokeback Mountain com dois jovens apaixonados para, na seguinte, vermos que um deles está se casando (com uma mulher). Com isso, e com a pouca mudança física processada nos personagens, Ang Lee logra preservar a sensação de recém-apaixonar-se que caracteriza o amor dos dois. Apesar do tempo e das tantas mudanças, uma coisa permanece inabalável: a relação de cumplicidade, afeto e necessidade mútua entre Jack e Ennis, aonde vinte anos têm o peso de dois dias. Ou horas. Porque não há desgaste. Como o amor deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Digo Barreto (Belis), Stefan, Luis Roberto, Vega e Eugênio. Meus Adãos.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113915681399529845?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113915681399529845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113915681399529845' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113915681399529845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113915681399529845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/02/brokeback-mountain-o-paraso-est-cheio.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113881991510483834</id><published>2006-02-01T10:21:00.000-08:00</published><updated>2006-02-01T19:19:05.333-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/1600/lagosta%20do%20luis%2012%20dez.6.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/200/lagosta%20do%20luis%2012%20dez.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/1600/cartaz%20marakas%2008%20dez.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/320/cartaz%20marakas%2008%20dez.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/1600/lagosta%20do%20luis%2012%20dez.5.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3166/2072/1600/lagosta%20do%20luis%2012%20dez.2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Café da manhã cubano, almoço cubano – é tudo uma delícia!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem acredita nestas histórias de gomas de mascar servidas no café da manhã vai ser difícil processar as imagens ilustrando este texto (acima). Para quem acha que Cuba é lugar de gente pobre e mal-comida – ham-ham –, melhor dizendo, que não come bem, lamento desapontá-los, mas a verdade é que a comida cubana oferece iguarias riquíssimas como o famoso &lt;em&gt;arroz criollo&lt;/em&gt;, o &lt;em&gt;“oh, Dios mio!” porco&lt;/em&gt; &lt;em&gt;criollo&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;“más que rica!” lagosta&lt;/em&gt; &lt;em&gt;criolla&lt;/em&gt; e a inigualável mesa de queijos e vinhos &lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt; (como se vê em uma das fotos). Para quem gosta de uma ficção bem contada, cheia de tons e fatos surreais, pode parecer divertida a idéia de receber chicletes (&lt;em&gt;criollos&lt;/em&gt; ou não) na sua refeição – eu mesmo achava cômico e insano os &lt;em&gt;irmãos Baudelaire&lt;/em&gt; sendo alimentados com tal “quitute” na &lt;em&gt;serraria baixo-astral&lt;/em&gt; –, mas passa muito longe da verdade essa “excentricidade”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, enquanto estive na escola, todos os dias pela manhã, bem cedo, eu e Gabinha nos refestelávamos em uma mesa de café exatamente como se encontra arranjada na gravura (a de queijos, frutas e vinho). Eu concordo que é um tanto excêntrico oferecer vinho tinto – e de ótima qualidade! – para os alunos pela manhã, mas essa é uma escola de arte para artistas e, bem, vocês sabem que os artistas precisam de um tanto de estímulo para criarem algo que se possa chamar de arte – e haja álcool! Delicioso, para dizer o mínimo, esse café está aqui guardado na minha memória para a eternidade, onde, eu creio, deve haver muito menos variedade, quantidade e diversidade, considerando que vou passar a eternidade no paraíso e lá a gula não deve ser bem-vinda (que inferno!). Gabinha sorria todo tempo, ao meu lado, a cada pedaço de queijo saboreado, seus olhinhos brilhando de alegria. &lt;em&gt;“Salve, Salve, ó divina comida cubana!”&lt;/em&gt; era tudo que eu conseguia falar. Gabinha não parava de sorrir, e ria ao mesmo tempo que comia. Às vezes eu a via derramar uma lágrima no canto do olho de tanta emoção e prazer. Pudera, né? Uma mesa de café sortida daquelas a gente não vai mais encontrar nem no céu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, depois de uma alimentação como esta não tem como a pessoa não passar o resto do dia bem, né? E era assim que acontecia e ainda acontece (só para Gabi que continua no deleite da culinária cubana todos os dias), a disposição para enfrentar o dia se torna grande! E toda essa energia é renovada no almoço quando é servido algum prato tipo a&lt;em&gt; lagosta “ave, ave!”&lt;/em&gt; &lt;em&gt;criolla&lt;/em&gt;. Hmm... Só de lembrar minha boca enche de água. Como posso, oh meu Deus, encarar agora aquele feijão com arroz que me aguarda dia após dia? Como? (Sim, eu como, mas como?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Suspiros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudoso e inspirado eu fico, e, com isso, finalizo em forma de poema o texto, que é a melhor forma de meus sentimentos retratar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica no meu peito a vontade de voltar&lt;br /&gt;E reencontrar a Gabinha&lt;br /&gt;Junto a um prato de comida&lt;br /&gt;Que só a cozinha cubana pode nos preparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos planos de casar e viver em Cuba&lt;br /&gt;Estão agora mais do que fortes, fortíssimos,&lt;br /&gt;E, assim sendo concretizados,&lt;br /&gt;Felizes receberemos todos os amigos&lt;br /&gt;Para um pouco deste gozo&lt;br /&gt;Todos juntos, em uníssono, podermos celebrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Risos descontrolados)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva a ficção! Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, a verdade é que dentro de qualquer ficção se tira alguma coisa que já foi vista por alguém na realidade. Eu mesmo já vi um elefante voando, e não era o Dumbo (conto depois, prometo), e na minha ficção pobre de parágrafos acima certamente há muitos dados coletados do real. Não é uma maravilha isso? De fato, enquanto estive em Cuba, o dia-a-dia me pareceu super agradável, lindo. É claro que tal prazer não veio dos cafés tomados, mas da companhia da minha amada Gabinha. E é verdade que desciam lágrimas de alegria pelo rosto dela (e também pelo meu) em ocasiões diversas. É verdade que tem lagosta. E é verdade que tem chiclete. Mas a verdade é que foi tudo ótimo enquanto estive lá. E, sim, é verdade que o café da manhã vai mesmo ficar na minha memória para toda a eternidade (risos). Mas não cabe aqui contar nada destas coisas verdadeiras, acontecimentos concretos, as coisas feias e também as belas do passar de dias, porque ninguém vai achar graça e tudo vai ficar muito chato. Todo mundo enche o saco das coisas boas e ruins do cotidiano. Eu já enchi o saco do meu crocodilo Antunes, antes tão fofinho. E é tudo uma tosqueira nesse mundo. Salvador é tosca, Cuba é tosca, o Brasil é tosco, o Japão é tosco, a Europa é tosca, porque tem gente em todo lugar – e gente é tosca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, depois de um paragrafão como este aí acima, vamos à síntese maravilhosa, ultra-cool e preguiçosa-que-só do autor, em forma de lições e citações. Que tal, hein? Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lição de hoje:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Quem vive de ficção não precisa de um bilhão... mas aceita de bom grado.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Lição de hoje ainda mais importante:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;Quem tem um bilhão vive em um mundo de ficção! Oba! Eu quero!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Citação do dia – extraída de uma música de um desconhecido metido a besta que encontrei por aí:&lt;br /&gt;- &lt;em&gt;A sua vida é a ficção preferida por mim/ E a desventura em quem me encontro é querida por ti.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinde a todos! Saúde!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rafa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S 1 A foto dos queijos foi tirada em um restaurante de Havana (chamado Maraka´s). É a foto de uma foto, claro, vocês perceberam... (risos). Isso não é motivo, contudo, para se afirmar que nunca se poderia comer, em Cuba, uma mesa farta como aquela na foto. Eu e Gabinha comprovamos com nossos próprios olhinhos estupefatos a riqueza de mesas parecidas no banquete de natal que filamos em um hotel de Varadero. Hmm! Mama mia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. 2 A outra foto retrata dois pratos distintos de lagosta que comemos na escola mesmo. E é &lt;em&gt;delivery&lt;/em&gt;! Você liga para um rapaz que prepara o prato e te manda. Luxo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113881991510483834?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113881991510483834/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113881991510483834' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113881991510483834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113881991510483834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/02/caf-da-manh-cubano-almoo-cubano-tudo.html' title=''/><author><name>Rafael Cavalcanti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09421222737863652660</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113876485381442168</id><published>2006-01-31T19:25:00.000-08:00</published><updated>2006-01-31T19:34:13.826-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/desenhos,%20almoco%20e%20charanga%20de%20bejucal%20077.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/desenhos%2C%20almoco%20e%20charanga%20de%20bejucal%20077.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ...para provar que eu nao inventei nada...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(e eu tampouco sei usar photoshop)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113876485381442168?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113876485381442168/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113876485381442168' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113876485381442168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113876485381442168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113856801868431139</id><published>2006-01-29T12:50:00.000-08:00</published><updated>2006-01-29T13:01:08.566-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Shrek, Marilyn Monroe e Jaspion&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(porque, vocês sabem, "vivemos em um mundo material, e eu sou uma garota material").&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Senta, que lá vem causo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo sabe que Cuba é um país peculiar. Que os ritmos latinos, as mulatas, os &lt;em&gt;mojitos&lt;/em&gt; e o mau gosto grassam na decadência de ruas descuidadas, festas de largo e bibocas que vendem pizza (ou algo que lembre vagamente isso) a cinco pesos cubanos, o equivalente a sessenta centavos de real, aproximadamente. Perfeito. O pôr-do-sol, as praias e o turismo sexual estão nos guias turísticos, assim que é redundante – e chato – ficar falando sobre isso por aqui. Então, o que me levaria a escrever sobre um evento cultural popular, uma espécie de carnaval, que nada mais seria do que a reunião desse amontoado de clichês, com o aditivo da música alta e extremamente desagradável? Por que, nesse exato momento, eu não estou profundamente arrependida em ter desperdiçado cinco horas da minha preciosa vida para ver passar mulatas seminuas, ao som de algum ritmo latino carnavalesco, num desfile arrastado e quilométrico? Por quê? Por quê? POR QUÊ? (guarde a seguinte imagem: eu, olhando para cima e suplicando clemência divina).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu digo por que. Porque Cuba é uma ficção que só pode ter saído da cabeça de alguém muito, muito perturbado; porque eu não exagero quando digo que, aqui, precisa ver para crer; porque, a despeito de tudo o que eu supunha saber sobre manifestações carnavalesco-folclóricas da América Latina, há certas coisas que só esse país pode fazer em prol de sua cultura (e contra a sua sanidade mental). Eis o porquê de eu não ter me irritado com o carnavalzinho lá, conhecido como &lt;em&gt;Charangas de Bejucal&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um pouco de História procês: &lt;em&gt;Charangas de Bejucal&lt;/em&gt; é um dos eventos culturais mais importantes do país (!) que, anualmente, reúne centenas de pessoas na "simpática" (e tome-lhe ironia!) pracinha do &lt;em&gt;pueblo&lt;/em&gt; de Bejucal – que é uma cidadezinha minúscula disposta ao redor de uma igreja, exatamente como todos os outros milhares de &lt;em&gt;pueblos&lt;/em&gt; cubanos que conheci nesses cinco meses... Um folheto turístico diria que o que há de particular nesse evento cultural é o desfile de carros alegóricos multicoloridos e envolventes, ao som de vibrantes canções carnavalescas locais. Quá, quá, quá. Só agora me dou conta de como os folhetos turísticos podem ser perigosos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas eu digo para vocês o que é o &lt;em&gt;Charangas de Bejucal&lt;/em&gt;, de verdade, para preveni-los de férias frustradas ou, quem sabe, para incitá-los a uma jornada curiosa no interior das mentes perturbadas do alegre povo desse país. &lt;em&gt;Charangas de Bejucal&lt;/em&gt; é um desafio aos seus parâmetros estéticos e lógicos mais embasados, é um delírio visual que se revela ainda mais delirante quando você se dá conta de que as pessoas de fato o levam a sério, é o absurdo e o grotesco que David Lynch ainda não conhece, é o elemento estrondosamente kitsch que falta a Pedro Almodóvar, são os olhos arregalados de Vega e o "Jesuuuuuus" de Rodrigo Barreto, e é a minha procura desesperada por um computador para escrever esse texto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É isso tudo. E mais um monte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;São apenas dois os caminhões alegóricos. E fixos, sem rodas. Dispostos um em frente ao outro, como se estivessem prestes a duelar. O povo fica exatamente na pracinha, entre os dois carros luminosos, virando-se ora para um, ora para o outro, a depender de qual deles esteja "se apresentando". E é aí que vem a melhor parte. A apresentação. Os caminhões funcionam como palanques de onde se desdobram pequenos palcos, um em cima do outro, como num bolo de casamento de várias camadas. Cada caminhão é dividido em três zonas, de onde saem três palcos e, em cima destes, mais três palcos e, em cima destes, mais três palcos e – Arf! Arf! –, em cima destes, mais outros três palcos. Cada palco traz para você um tema, que varia de &lt;em&gt;Chuckie&lt;/em&gt;, o Brinquedo Assassino, a Charlie Chaplin. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E isso não é uma metáfora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nem o delírio absurdo de Joãozinho Trinta é páreo para a imaginação nonsense dos cubanos de Bejucal. Num mesmo carro, pudemos ver palcos temáticos de Shrek, Chuckie O Brinquedo Assassino, Jaspion e E.T., o Extra-Terrestre (juntos, como partes de uma fábula única), O Rei Leão, As Mil e Uma Noites e a Princesa das Neves (???). No outro carro, cujo tema era "Cinema" e que, desgraçadamente, homenageava os 20 anos da EICTV, pudemos ver: Marilyn Monroe emoldurada por um letreiro luminoso com a inscrição "Hollywood" piscando esquizofrenicamente, ao som de Material Girl, de Madonna; um palco que homenageava os filmes de ficção científica; outro, que homenageava os filmes de assassinos em série (!!!); e um outro para o Rei Leão que, pelo visto, é o filme preferido dos cubanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As músicas variavam de Scorpion aos clássicos Disney dublados em Espanhol, passando por fragmentos de trilhas sonoras e pérolas perdidas dos anos 80 que são muito obscuras para eu lembrar a referência. Não precisa dizer que, ao final de cada apresentação, era lei tocar reggaeton – um ritmo maldito pior que o funk – por uns cinco minutos, para o povo cair na dança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A imagem de princesa Fiona e Jaspion rebolando até o chão vai me deixar seqüelas profundas...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foto eu boto depois, senão perde a graça. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tem mais coisa pra contar, mas vocês já devem estar me mandando catar coquinho depois de tanto texto. Então, depois tem mais, criançada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... e esse programa foi um oferecimento de &lt;em&gt;Eu Quero Viver Num Mundo Normal Depois Daqui&lt;/em&gt; LTDA...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113856801868431139?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113856801868431139/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113856801868431139' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113856801868431139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113856801868431139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/shrek-marilyn-monroe-e-jaspion-porque.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113824688794424450</id><published>2006-01-25T19:39:00.000-08:00</published><updated>2006-01-25T19:41:27.953-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/slide%20aula%20foto.1.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/slide%20aula%20foto.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; janeiro&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113824688794424450?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113824688794424450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113824688794424450' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113824688794424450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113824688794424450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/janeiro.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113807388970354206</id><published>2006-01-23T19:34:00.000-08:00</published><updated>2006-01-23T19:38:12.736-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Pequenas cotidianidades de um lugar pequeno&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(ou A Minha Incrível Capacidade de Adaptação – batam palmas e me comprem um bolo na volta! De chocolate, com os seguintes dizeres: &lt;em&gt;Xena, a Princesa Guerreira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Hoje começaram as minhas fastidiosas aulas de edição. Fastidiosas – digo pré-conceituosamente – porque tudo o que me lembra Photoshop, “Salvar Como” e “Seu computador realizou uma operação ilegal e será desligado” me dá calafrios. Me faz lembrar da época em que, bem perto de terminar com a dissertação, o Word deu um calundu e comeu bem umas 20 páginas de meu árduo trabalho. Dizer que eu quase me joguei janela abaixo não é um eufemismo – a sorte é que ainda havia grades por lá. Mas, daí pra frente, tudo o que me lembre “tecnologia” e “Microsoft Windows” me coloca numa automática atitude de prevenção e fastio – ainda que, por aqui, editemos em comportadas MacIntosh, nada é tão maniqueísta a ponto de ser tão bom ou tão desgraçadamente-horrivelmente-belzebumente mau (Windows).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o fluxo, para além do fato de meu professor (o da tarde) parecer uma mistura maluca de Reure (Renato Gaiarsa) aos 50 anos e Dominique Pinon (o ator preferido de Jean-Pierre Jeunet), me dei conta do quanto minha vida está completamente diferente do que era antes, falando em termos profissionais. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom porque eu realmente estou aprendendo coisas absolutamente novas, tais como filmar e fotografar em película, editar minhas próprias coisas (glup!) e comer refeições pouco nutritivas e monótonas, às quais não consigo imaginar quem de vocês seria capaz de agüentar por mais de uma semana (talvez Greice... ou Bimblim. Mas só). Ruim porque, no final das coisas, não se pode ter tudo: não dá pra criar (a tal ficção que me atormenta o juízo) e teorizar ao mesmo tempo. Mas a vontade do Doutorado existe, o que é bom para eu pagar minha língua. Na pior das hipóteses, vou sair daqui sabendo montar filminhos para fazer apresentações em Power Point das minhas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Waka, waka, waka.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses também me dei conta do quanto minha noção de espaço tem sido afetada por essa experiência toda. Por exemplo, ir ao terceiro andar (eu moro no primeiro) me faz realmente pensar duas vezes antes de sair do meu quarto confortável e acolhedor; devolver as fitas na videoteca é uma tarefa agendada na minha programação (e ela – a videoteca – poderia muito ser a cozinha de minha casa, se eu morasse numa mansão excêntrica); e minha idéia de “lar” se resumiu a um quarto cheio de cartazes pregados de qualquer jeito na parede, por isso não se assustem se por acaso eu ficar admirada com a cozinha, a varanda e o quarto de hóspede (quarto de hóspedes!) de suas casas quando voltar. Vou até tirar fotos. E, claro, adaptar um carrinho de golfe que me leve da sala à cozinha – Arf! Arf! – quando quiser beber um copo d’água (e gelada! Meu Deus! Meu Deus!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, o frio vai dando uma trégua. A propósito, viver num lugar frio deixou de ser prioridade em minha vida a partir do momento em que eu me peguei desejando um pouco de calor, dia desses, quando meus pés esfriaram tanto que eu realmente pensei que estava morrendo aos poucos, por pedaços. Confirmada a visita de Seu Kiarostami em fevereiro. E meu curta de três minutos é inspirado numa canção de Seu Ronei Jorge. Agora é só rezar para que dê certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande beijo, um abraço forte! Eu vejo o sol pela janela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;G. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113807388970354206?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113807388970354206/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113807388970354206' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113807388970354206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113807388970354206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/pequenas-cotidianidades-de-um-lugar.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113798640662331197</id><published>2006-01-22T19:13:00.000-08:00</published><updated>2006-01-22T19:20:06.633-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ok, chamo isso de apelar desesperadamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguma boa alma se candidata a fazer um design mais bonitinho pra esse blog?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;:)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113798640662331197?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113798640662331197/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113798640662331197' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113798640662331197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113798640662331197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/ok-chamo-isso-de-apelar.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113772818302085686</id><published>2006-01-19T19:30:00.000-08:00</published><updated>2006-01-19T20:04:10.843-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;Histórias de amor só são ridículas pra quem nunca escreveu um poema bobo.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;(ou o que acontece quando Almofada chora, Martín chora e você também chora).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/queijo%20de%20rato.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;O que aconteceu nos meses seguintes à separação de Martín e Almofada já era de se esperar: eles mal conseguiam realizar as tarefas mais simples, como escovar os dentes e escalar montanhas íngremes e escorregadias (as de gelo eram as piores) em busca de bumerangues chineses, que era o caso dela, ou calçar as meias com as cores combinando e escavar túneis secretos em um mortífero campo minado da superfície lunar, que era o caso dele. Eles também choravam muito, coisa que eu já tinha comentado anteriormente, mas que faço questão de repetir aqui, porque a mera lembrança das situações sombrias e desesperadoras que os dois tiveram de enfrentar me faz querer hibernar de tanta tristeza. Uma situação sombria e desesperadora é quando você chora alto, aperta os olhos com força e, apesar de, na grande maioria das vezes, tudo isso não passar de uma mise-en-scene que antecede a famosa espiadela para conferir se o efeito do álcool iodado (ou mercúrio-cromo) já passou, continua sentindo a dor da recém-borrifada de anti-séptico no seu joelho ralado por umas sete ou oito horas. Na verdade, doze. Eu mesma tenho pesadelos constantes em que minha mãe me coloca numa banheira de mertiolate por um dia inteiro, depois de eu me ter estropiado numa daquelas quedas de bicicleta suicidas – uma ladeira de 90o graus, asfalto brilhando de minúsculas pedrinhas assassinas e freios que não funcionam direito. Ui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só para vocês sentirem, de leve, o que é a dor lancinante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem conhece Almofada desde criança – e eu sou das pessoas mais indicadas ao posto –, sabe de sua natureza frágil e pouco tolerante à dor. Talvez seja por isso que, desde muito pequena, ela viva simulado situações de sofrimento para, de uma maneira que só ela entende, combater o mal que acredita estar sempre a um passo de lhe dar um susto medonho. O procedimento é o mesmo verificado na produção e ação das vacinas: basta enfraquecer o "vírus da tristeza" e lançá-lo ao organismo que, &lt;em&gt;tchan-nan!&lt;/em&gt;, o corpo (sozinho!) se encarrega de produzir anticorpos para combater o penetra. Então, numa futura e imprevista visita do vírus por aquelas bandas, o organismo já está treinado para não se entregar ao primeiro carregamento-jumbo de lenços de papel &lt;em&gt;soft&lt;/em&gt;, travesseiros fofos e músicas melosas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, a &lt;em&gt;Lista dos Grandes e Providenciais Ensaios para a Tristeza que (AINDA) não Veio&lt;/em&gt; de Almofada incluía coisas como: (1) o enterro de Valéria Moon, seu primeiro boneco Ken Transformista e garçom da &lt;em&gt;McDonald’s&lt;/em&gt;; (2) o incêndio (premeditado e deliberadamente provocado por ela) de seu único livro de poemas, todos inéditos e importantíssimos para a redação de sua biografia não-autorizada, a qual seria lançada quando ela já tivesse se cansado de caçar bumerangues chineses (lá por volta dos 32) e se convertido numa poetiza de reconhecimento mundial; (3) o fora que levou de seu primeiro amor platônico, lá por volta dos 12 anos, que na verdade não foi um fora coisíssima nenhuma, mas a terrível mania de Almofada em interpretar os sinais da paquera de forma equivocada e pessimista, sempre; (4) um semestre inteiro sem ler nenhum livro de Agatha Christie (para o caso dela acabar náufraga numa ilha deserta e sem acesso a uma boa biblioteca especializada em livros policiais); (5) uma semana comendo somente verduras; (6) a volta de Valéria Moon do mortos e o seu recém-adquirido desprezo pela outrora amiga e confidente Almofada Sun, sua agente e depiladora exclusiva; (7) morangos mofados e um pote inteiro de sorvete de tiramisu degelando bem na sua frente; e mais um monte de outras coisas das quais eu não me lembro e, ainda que lembrasse, não conseguiria colocar aqui.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, por mais que Almofada tenha praticado seus sofrimentos mais impensáveis, tinha sido impossível prever a dor de estar separada de seu único, verdadeiro e intergaláctico amor, Martín. Daí o choro. E o ardor que não passava com nada. E a dificuldade em realizar tarefas difíceis. E os tantos bumerangues abandonados por falta de energia. E uma tal compulsão por escrever versinhos como este:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu coração&lt;br /&gt;É só um pedaço&lt;br /&gt;De queijo de rato&lt;br /&gt;No prato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, isso me mata. Não mata vocês também?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113772818302085686?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113772818302085686/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113772818302085686' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113772818302085686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113772818302085686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/histrias-de-amor-s-so-ridculas-pra.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113744685655845734</id><published>2006-01-16T13:25:00.000-08:00</published><updated>2006-01-16T13:36:30.140-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aqui vai mais uma teoria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Da Importância de Compartilhar um Encontro Casual com Bailarinos Sexy&lt;br /&gt;(ou Eis meus amigos, mais uma vez).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que acontece com 99,93% das pessoas do planeta, a imagem de Madonna não me remete a um par de peitos cônicos nem a belíssimos bailarinos seminus simulando uma orgia, mas sim aos cachos negros e impecáveis de um cabelo sempre in e a dois olhinhos curiosos emoldurados por charmosas armações Gucci. Falo de Belis. Tudo bem, adicionemos à sua imagem os belíssimos bailarinos seminus simulando uma orgia. Ele merece (e nós também). Na mesma linha, há Caetano Veloso, que para mim não é o sotaque baiano irritante nem tampouco as entrevistas chatíssimas que ele costuma dar, mas a carinha curiosa e avoada de minha amada dama alemã. Falo de Schneider. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, há diversos exemplos que seguem esse mesmo fluxo: macarrão com atum não é só um prato apetitoso e fácil de fazer, mas a felicidade saltando dos olhos de Bimblim; "skindô, skindô" não é um mero jargão carnavalesco, mas uma ilha de falta de bom senso no mar de discrição de meu eterno Kekinho; Super Mario Bros não é (apenas) o melhor jogo de videogame do mundo, mas a torcida de Lucas Falcão para que eu passe de fase; e lasanha de fígado de porco sempre me lembrará fuga emergencial de jantares esdrúxulos na casa da Rainha, e não algum amigo, porque – graças a deus – nenhum deles tem um paladar tão desgraçado. Para minha sorte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é para desenvolver a teoria de que, se a gente não tem com quem dividir nossas experiências, elas acabam restritas somente à nossa memória. O que é pouco ou quase nada. Daí a necessidade de recorrer aos amigos quando, porventura, ficamos presos num elevador por três horas, na companhia de bailarinos belíssimos e seminus simulando uma orgia. Para isso estão os celulares, os blogs, os correios eletrônicos, as máquinas de fotografar descartáveis e os micro-chips comunicadores anexados aos molares inferiores esquerdos, com os quais é possível estabelecer uma comunicação silenciosa e eficiente, o que é perfeito quando precisamos contar, desesperadamente, que estamos presos num elevador com belíssimos bailarinos simulando uma orgia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, a vida é tão besta que dá canseira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, (1) eu filmei uma cena de 20 segundos em película 16 mm, o que foi interessante e assustador ao mesmo tempo – acreditem, tenho razões suficientes para acreditar que aquilo não vai prestar; (2) acabei de saber que, em fevereiro, teremos a visita ilustra de Kiarostami; (3) descobri um recém-fanatismo por Percy Adlon (&lt;em&gt;Bagdá Café&lt;/em&gt;) e seu exército de mulheres donas de si e de tudo ao redor; (4) preciso de um editor para meu livro de auto-ajuda, &lt;em&gt;Como Viver Longe de seu Bem e Limitar Seus Ataques de Loucura a uma Média de Apenas Cinco Vezes ao Dia&lt;/em&gt;; (5) eu e Lud retomaremos nosso antigo blog de cinema, &lt;em&gt;QMQM&lt;/em&gt;, esperamos vocês por lá (http://qm-qm.blogspot.com); (6) alguém quer Chicletes Colombina?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A vida segue, cotidiana. O pouco que resta é ficção. Que é o que importa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;It’s all about making believe.&lt;br /&gt;Waka, waka, waka.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113744685655845734?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113744685655845734/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113744685655845734' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113744685655845734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113744685655845734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/aqui-vai-mais-uma-teoria.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113703653417349616</id><published>2006-01-11T19:25:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T19:34:41.560-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vamos falar de gosmas, gomas de mascar e chuchu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Craig, o chiclete mascado do tosco desenho animado "As Tartarugas Ninjas". A esta imagem adicione o processo de mutação fermentada de "A Mosca", toda aquela gosma nojenta secretada pelo homem-mosca (Jeff Goldblum) que, a propósito, até hoje não envelheceu (isso também os intriga? Ou só sou eu que, vez ou outra, pensa em Jeff Goldblum antes de dormir?). De qualquer forma, isso não vem ao caso, pelo menos não agora. Então, Craig, o chiclete mascado. E o homem-mosca, de "A Mosca". Tudo isso para dizer que não há um dia sequer em que eu não me sinta como um experimento de laboratório, encerrada num tubo de ensaio, onde eu me debato e "secreto" – e "segredo" – meus pensamentos aos olhos atentos de algum cientista maluco que me observa lá de cima. Eu tenho certeza de que tem gente dando muita risada disso daqui. Muita mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Destruidor, seu cretino! (Craig).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para continuar falando em chicletes, eis que a EICTV adiciona mais um alimento nutritivo à sua sempre tão rica e diversa dieta matinal. Hoje, quarta-feira, além das torradas (duas), do pão de pigmeu (um único) e do minúsculo vasinho de geléia de avião, fomos agraciados com dois deliciosos... chicletes! Alimento indispensável à dieta matinal, quando seu estômago nada num mar de suco gástrico e fome, os chicletes (de menta) auxiliam no combate ao mau hálito para aqueles que despertam com certa preguiça de escovar os dentes; um outro excelente uso da goma de mascar matinal é a da S.A.F.M.M. ou Surpresa Auto-Forjada do Meio da Manhã. É bem simples: você esconde os chicletes em algum compartimento pouco utilizado da sua bolsa (ou em algum bolso de sua calça ou roupa de mergulho). Por volta das 10 da manhã, quando estiver no meio de uma aula de fotografia com um professor que não para de falar um só segundo (é o meu caso), o desespero vai fazê-lo fuçar os compartimentos mais recônditos de sua bolsa (ou roupa) em busca de alguma diversão, e... voilá! Lá estarão os chicletes matinais, sorrindo para você, adoçando a sua manhã, prontinhos para atiçar ainda mais a sua fome para o meio-dia que se aproxima, e que irá conduzi-lo novamente ao comedor. "It’s the circle of life. And it moves us all". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Viva a goma de mascar!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje coloquei, pela primeira vez, um filme 16 mm numa câmera Arriflex. Tudo é feito às escuras, e são tantos orifícios e pontos sensíveis a encontrar que, aos poucos, começo a fomentar a teoria de que operadores de câmera (os homens heterossexuais principalmente) devem ter casamentos bem estáveis e divertidos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por hoje é só, pessoal. Tomem muito suco de laranja e não desperdicem o chuchu da salada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. A Coruja Bêbada, passada a "borrachera", bateu asa, bateu asa, bateu asa e empoleirou no parapeito da minha janela. Hoje pela manhã, antes mesmo dos chicletes do café da manhã, de Craig e Jeff Goldblum e da busca pelos pontos G da câmera Arriflex, a Coruja Bêbada me trouxe uma mensagem cifrada sobre a importância do chuchu para uma dieta balanceada. Ela disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;"De tanto comer chuchu, eu já me sinto enjoada&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Porque, senhores, o chuchu é o quarto estado da água&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Mas foi o chuchu, foi o chuchu que me tirou o efeito da cachaça&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Na vida a gente come chuchu porque nada, nada é de graça&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Todo o tempo, o tempo todo, vou vivendo de chuchu&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;O tempo todo, todo o tempo, me alimento&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Todo o tempo, o tempo todo, vou guardando o &lt;em&gt;I love You&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;Pra quando eu voltar, pra quando eu voltar a descansar minha cabeça no teu peito".&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113703653417349616?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113703653417349616/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113703653417349616' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113703653417349616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113703653417349616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/vamos-falar-de-gosmas-gomas-de-mascar.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113703493965329749</id><published>2006-01-11T18:56:00.000-08:00</published><updated>2006-01-11T19:24:47.036-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/pequeno%20filminho.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/400/pequeno%20filminho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/pequeno%20filminho.jpg"&gt;&lt;/a&gt;(( Pequeno slide agridoce )) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113703493965329749?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113703493965329749/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113703493965329749' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113703493965329749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113703493965329749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/pequeno-slide-agridoce.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113686646019884143</id><published>2006-01-09T20:07:00.000-08:00</published><updated>2006-01-25T20:32:42.826-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mapplethorpe para Digo Barreto&lt;br /&gt;(... e o canto desenfreado da Coruja Bêbada...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sábado passado, me arrisquei a ir a Havana (digo arriscar-me porque, com a recém-viagem de Rafa para cá, tudo meio que ficou com a cara dele, e eu ainda não estou preparada para reencontrar com esse fantasma absurdamente belo e gigantesco – risos – em museus, lanchonetes e carros velhos). Fui por um motivo nobre: a exposição fotográfica de Robert Mapplethorpe, "Sagrado y Profano", recomendada a mim por Digo (Barreto, ou simplesmente Belis, como nos chamamos esquizofrênica e mutuamente). Numa bela casa colonial (e Havana está cheia delas), funciona a simpática Fototeca de Havana, onde – suponho – devem acontecer algumas exposições de fotógrafos importantes. Pois então, adorei o que vi (obrigada, Belis). Mapplethorpe certamente é fã de David Bowie, a julgar por seus auto-retratos glam, nos quais aparece levemente maquiado e com aquele olhar "46" contemplativo e cheio de sexy appeal...&lt;br /&gt;(Todos os homens deviam se maquiar).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As fotografias não eram muito grandes (esperava dar de cara com aquelas fotonas gigantescas, que é como fotógrafos do quilo de Mapplethorpe exibem seus trabalhos...). Como em Cuba a gente aprende a relevar absolutamente tudo, chego a me admirar que a exposição não tenha chegado em negativos. Riá, riá, vamos rir para não surtar. Mas as fotos do moço são realmente incríveis; tinha até aquela de Susan Sarandon com a filha pequena, as duas abraçadas; e outra de Andy Warhol com um foco de luz atrás. As fotos de Mapplethorpe guardam sensualidade para além das formas do objeto fotografado: o jogo de luz e sombra favorecem a captação das texturas de tecidos, madeiras e (principalmente) da pele humana. A sexualidade transparece tanto num virginal vaso de tulipas quanto no corpo nu de belíssimos modelos negros. Quase se pode "sentir" o aveludado, o calor, a rugosidade do que está no papel. Lindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;... e Cuba esfria sinistramente. Essa madrugada, chegamos aos 13 graus. Para compensar o frio – que com a umidade e a falta de um certo alguém se torna in-su-por-tá-vel –, começamos as oficinas de fotografia, edição e som essa semana. E, acabo de saber, meu filminho de três minutos será rodado em película (aumenta a responsabilidade...).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E olhem ali! Uma coruja bêbada. Ela diz: "O tempo todo procurando o meu papel/ O tempo todo, todo o tempo, ao relento/ O tempo todo procurando o meu farnel/ O tempo todo, todo o tempo, me arrebento/ ai!".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caiu a coruja bêbada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um oferecimento de MAGICAL MYSTERY ZOO ltda. Nossos bichos falam mais alto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Câmbio e despenco.&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113686646019884143?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113686646019884143/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113686646019884143' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113686646019884143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113686646019884143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/mapplethorpe-para-digo-barreto.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113686579213341279</id><published>2006-01-09T19:58:00.000-08:00</published><updated>2006-01-09T20:06:49.836-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>2006 é o ano de Edward Hopper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/1600/hopper.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4301/2072/320/hopper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das coisas mais interessantes dessa escola é a possibilidade de fazer amigos. Aliás, uma das coisas mais interessantes da vida é exatamente isso – aos que lêem e se sentem tocados pelo texto, é para vocês mesmo, oras; as pessoas que a gente escolhe para dar presente pelo menos uma vez por ano têm que valer a pena, senão muita data não faria sentido (e não existiriam lojas de discos, livrarias, lojas de roupas maravilhosas, etc.). É a lógica universal: os amigos movimentam o comércio do mundo. Além de otras cositas que todo mundo sabe e que combinam mais com cartões de Natal e Aniversário do que com esse texto. Sigamos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então, acabei de ganhar um presente especial de uma pessoa igualmente especial. O nome dela é Luana. Luana fala japonês e adora comer um bom sanduíche trash, bem no estilo da culinária assassina de Dona Greice Schneider. Graças a ela, os meses desse ano novo serão marcados por pinturas absurdamente fantásticas de Edward Hopper – nada mais "Cuba" que Edward Hopper. Me explico: a solidão, a melancolia dos espaços pouco povoados, aquela tristeza em tons pastéis que tanto tem a ver com a experiência de estar longe de tudo e de todos... Cuba-Hopper. Hopper-Cuba. Os aniversários, as datas comemorativas, a contagem regressiva para ver Rafa, tudo, tudo ao sabor melancólico-cool de Hopper. E não me venham cobrando havanidades, batuquerês e colar de contas que isso eu tenho em Salvador. E não sou nem um pouco fã.&lt;br /&gt;Obrigada, Luaninha, pelo presente. Você ganhará o reino dos céus.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mencionar isso do calendário não é em vão. O que mais tenho aprendido desde que cheguei aqui foi perceber o tempo (a passagem dele) de uma forma diferente. Um dia contém tanta e tão pouca coisa de uma só vez, as semanas ou voam ou se arrastam lerdas e sofridas (como essa de agora), os meses ou são sanfonas infinitas de dias infinitos ou um maço fininho de um baralho incompleto. É louco. Mas eu continuo usando relógio e jamais me renderei ao primitivismo de deduzir o horário pela luz do sol. Ah, isso não! Caso aconteça, me amordacem. E arranquem o polegar de minha mão esquerda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E por hoje é só, pessoal. A umidade relativa do ar em Cuba, hoje, é de 78%. Com tanto vapor d’água, os sapos fazem a festa na floresta. Tem um coral agora cantando: "Ground Control to Major Rafa. Ground Control to Major Rafa". Ai, meus sais...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;G.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. Zefa, comecei a ler Belas Maldições. Que diacho de livro legal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113686579213341279?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113686579213341279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113686579213341279' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113686579213341279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113686579213341279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/2006-o-ano-de-edward-hopper.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-20605660.post-113652694567452625</id><published>2006-01-05T21:53:00.000-08:00</published><updated>2006-01-09T20:06:10.310-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Prólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da importância de cortarmos as pontas de nossos dedos. Sem anestesia.&lt;br /&gt;(ou do amor e outras incongruências)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começo com uma história. Martín é um jovem astronauta de seus 26 anos, cuja principal tarefa nos últimos meses tem sido perseguir macacos intergalácticos que estavam morando, ilegalmente, na superfície lunar. Almofada tem 25 anos e, assim como Martín, que a propósito é seu marido, também fora encarregada de uma missão valiosa. Almofada saiu pelo mundo em busca de exemplares raros para a sua coleção de bumerangues chineses (sim, os bumerangues chineses estão espalhados por todo o mundo, e não apenas na China, como se há de imaginar; aliás, cientistas e acadêmicos até hoje não chegaram a uma explicação lógica do porquê dos bumerangues chineses não serem indianos, paquistaneses, brasileiros, enfim, qualquer outra coisa que não necessariamente chineses, já que os bumerangues chineses não comem macarrão nem andam de bicicleta por aí). Almofada e Martín estão separados há três meses e, a julgar pela rebeldia dos macacos intergalácticos e pela raridade dos bumerangues chineses, ainda vão ficar separados por muito tempo. Almofada ama Martín porque ele foi o único homem que não se espantou com o seu nome incomum depois do primeiro encontro; e Martín ama Almofada justamente por ela se chamar assim. Na última expedição lunar, Martín foi interceptado por um caranguejo borrachudo, um bicho que parece amistoso por ser cor-de-rosa, mas que esconde instintos verdadeiramente violentos. De um golpe, o bicho engoliu três falanges da mão direita de Martín, que chorou compulsivamente por uma semana, sem sinal de alívio. Almofada ouvia seus soluços através de um exclusivo rádio de telecomunicações AqualungBoeris, que não é lá grande coisa em termos de tecnologia, mas que quebrava um galho mantendo o casal unido, um na Terra, outro na Lua.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Faz um dia que Cuba perdeu totalmente a cor. Ainda que fotografias em preto e branco conservem um certo charme, não é nada agradável viver dentro de uma. Esperei o momento exato para começar um blog e relatar minhas impressões sobre o lugar, as saudades imensas que sinto de todos os amigos queridos, os planos para o futuro e mais uma outra porção de bobagens que me venham à cabeça. Para me ajudar nessa missão, ninguém melhor do que Rafa, meu astronauta tão amado, que picou a mula para a Lua, me deixando temporariamente à cata de bumerangues raros... Declaro aqui minha profunda admiração e respeito por todos os amigos que porventura queiram acompanhar esses fragmentos de textos escritos a quatro mãos, motivados por zilhões de neurônios atordoados com as peculiaridades dessa experiência maluca. E viva a ilusão, porque de revolução eu já estou que não agüento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/20605660-113652694567452625?l=siamesefiction.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://siamesefiction.blogspot.com/feeds/113652694567452625/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=20605660&amp;postID=113652694567452625' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113652694567452625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/20605660/posts/default/113652694567452625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://siamesefiction.blogspot.com/2006/01/prlogo-da-importncia-de-cortarmos-as.html' title=''/><author><name>Gabriela Almeida</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09345574152433220039</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
